MINHAS CRÔNICAS - MEU SENTIR


1-2-18


Tydson Sampaio, 66 anos e o Jogo da Amarelinha

“À la Cortázar”, hoje falo de um coincidência. Tomo em minhas mãos “ O último round” de Cortázar, releio algumas páginas e saio à rua. Alí perto de casa, encontRo no “Delicias de Minas” ( SQN 310 Norte) o Tydson Tadeu, mineiro de bons costados - nascido na  famosa Mariana, e seu lamaçal da Veae) que me vende um delicioso queijim de Minas. Falamos sobre variados assuntos e descobri que ele gosta de vender livros. E de escrever poesias de sutis torues de Minas. Esta é uma delicia que ele não vende. Oferece, mineiramente e deliciosamente.!!!

 

E de repente, uma surpresa. Ele me presenteia com um texto poético, com o título de “ ESTRADA DE TIJOLOS AMARELOS”. È muita coincidência. Inspiração do Cortázar? E no caso eu me refiro ao Jogo da Amarelinha, que é uma novela do argentino. Foi escrita e publicada em Paris e Espanha, nos idos anos 60, da juventude dourada. Ora, é esta uma narrativa que brinca com a subjetividade do leitor, com ramificações insondáveis que partem de um comentário sobre o personagem como uma das primeiras obras do surrreal na Amarica Latina.. A gente lê o livro do jeito que a gente quiser e se diverte muito, tudo num belo triângulo amoroso.

 

E não é que o Tydson, no seu escrito , tece os seus versos, falando de uma noite sombria em que poetizava sonhos e enrolava seus desejos, em torno de sua alma peregrina, pétala por pétala, brincando com uma rosas que desabrocha na alma de sue subconsciente e faz a noite virar num simple piscar de olhos??!!!

 

E ele fala dos tijolos amarelos, com os pés avermelhados do lameado de chão, em torno de uma fazenda com seus bezerrinhos mamando nas vistosas têtas, e ouve o rosronar dos porcos, e canários e pássaros em coral em coro de harmonia as mais diversas. Ele lembra o Rio Guamaxo, A Ponte Nova de sua Infância, suas cristalinas águas que logo adiante iriam para o Atlântico desconhecido. E lamenta que os dias tão lindos de esperanças já não mais voltarão e diz da saudade de uma poeira que o vento levou e não mais voltará. Bela poesia, Tydson.

 

Uma delicia amigo Tydson. Além das comidinhas mineiras, nos presenteia com esta lembrança mineira à la Cortázar. Isto não é para qualquer um, viu??? Valeu...Salve Minas e seus Poetas desconhecidos.

Escrito por JOSÉ DO ESPIRITO SANTO às 19h04
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