MINHAS CRÔNICAS - MEU SENTIR


30-11-17


Reflexões escatológicas

Reflexões escatológicas Pensando em "skatos" ??? Nem queiram saber o que isto significa no grego!!! Confesso que hoje estou estranho. E me lembro que há algum tempo eu me socorria sempre de Duchamp para tentar entender alguma coisa deste mundo. Com efeito, em aulas que tive em um curso de fotografia, o autor francês me foi apresentado, com sua arte da foto de um urinol, com a qual fez maior sucesso, e se tornou conhecido pelas reflexões do inusitado. Fui correndo a um livro espetacular no qual tenho o autógrafo do Autor, em um lançamento, nos idos de 2009.

 

Eu me refiro ao mineiro Affonso Romano de Santa´Anna, eu seu ENIGMA VAZIO, falando sobre os impasses da arte e da crítica. ( Quando dele recebi o livro, fiz-lhe a homenagem , lembrando-o que ele e eu éramos filhos de policiais militares das Miinas Gerais, lembrança que ele muito agradeceu.) Ah, sim, fui ao Affonso. Mas, antes, fiz uma visitinha à nossa mineira Maura Lopes Cançado ( sic) em sua obra “HOSPICIO É DEUS”, que ela dedica a ela mesma, se intitulando como a sofredora do ver, e por certo viu, como eu, o pinico de Duchamp, não sem antes falar em Sarte.

 

E ela refrisa que “mentira é tão verdadeira quanto a verdade, pois a verdade é uma convenção dos mentirosos”. Voltemos ao Affonso. Num determinado momento ela faz suas considerações sobre a imundície, relatando que virou lugar comum entre asrtis usar materiais como pentelhos, fios de cabelo, pedações de unha, sague e exrecrementos.

 

E põe no livro a obra de Pero Manzoni, divulgada em 1961, fazendo muito sucesso, onde o italiano colocou em latinhas de 5 cm de altura, colheres de cocô ( evitei usar a palavra “ bosta” por que é muito feia ) e escreveu, com elogiável precisão o título “ Merda d´artista” tendo vendido centenas de exemplares para um público fascinando com tamanha criatividade. Entre nós tivemos um seguidor de tal arte escatológica. Eu me refiro francamente a um Goiano que expôs um monte de bosta na entrada de um Museu Nacional. Enorme sucesso, inclusive de uma foto que tirei, na época e que deve estar no meu site de fotos.

 

Neste momento de loas à imundície pergunta-se “ se foi lícito a Duchamp fazer sucesso, por que não se dá o mesmo direito aos demais que desejam imitá-lo?". Nem me venha com a idéia de que Duchamp sacralizou artisticamente a não-arte” a “não-estética”, e com tanta indagação e critica na cabeça, no final da vida, segundo relatos, acabou desorientado diante de tanto prestígio que faturou com sua própria desorientação. Tudo bem. Já falamos muito e é hora de parar, embora a pergunta que fica é se ainda hoje se compõe com “merda”.

 

Claro que fezes e urina tem, sob o ponto de vista psicanalítico um significado simbólico, estético e religioso. Então, para finalizar, fica a pergunta de como compatibilizar o sagrado, o imundo e o artístico, especialmente quando o foco é a vida no mundo de hoje com a estética dos banheiros químicos e a imundície dos episódios políticos. Então????

Escrito por JOSÉ DO ESPIRITO SANTO às 17h59
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26-11-17


O "Titanic" da minha literatura

Li, hoje, a reportagem sobre o submarino argentino que sumiu e está em lugar incerto e não sabido, malgrado dezenas de navios patrulha estejam em busca de localizá-lo no fundo do mar gelado do Atlântico Sul.

 

E me lembrei de algo que escrevi, há tempos, imaginando um desastre semelhante, de uma familia que, um dia, morando e Londres, projetou embarcar em seu NAVIO DOS SONHOS.E não conseguiram, advindo tremenda frustração, só desfeita depois da noticia do infausto.

 

Sorte ou azar, não se sabe, mesmo frustrações servem de motivo de conto mais tarde, como realçou alguém, que ainda ao tempo em que esteve em Londres, acompanhou os dias da partida do Titanic, visitou seus aposentos com seu pai, chegaram a aprontar malas e roupas para a viagem, mas ao comprar as passagens foram surpreendidos pelo fato de terem se esgotado, não podendo realizar o seu sonho de embarque, uma viagem esperada, mas que teria resultado na tragédia de ter sucumbido com o navio dos sonhos nas cavidades oceânicas sobre a terra, feitas pelo universo talvez para abrigar, junto com os incógnitos calamares, o engenho humano que prever não conseguiu seu choque com um iceberg.

 

Ainda naqueles dias dissera a mãe a seus fillhos:“Sonhei com mergulhadores tentando buscar os sobreviventes do naufrágio, ela teria sido uma das vítimas. Veja-se as contradições da vida, repetiu. Ao mesmo tempo em que desejei tanto a viagem, algum obstáculo estava no caminho a me impedir. A vida permanece. Ela é eterna e continua seu fluxo. Revivo os paralelos da vida nos sonhos meus. Isto me vivifica cada vez mais, finalizou, os brilhantes que ornavam minhas sandálias não se perderam no fundo do mar gelado e ainda dariam olhos novos a novas manifestações de amor de todos que me cercam, neste eterno momento da vida."

 

Estando diante de tais contradições da vida, fez o seguinte relato: "Ao mesmo tempo em que se desejou tanto a viagem, algum obstáculo estava no caminho a me impedir. A vida permanece. Ela é eterna e continua seu fluxo. Revive-se os paralelos da vida nos sonhos. Isto vivifica uma frustrada personagem cada vez mais, finalizou, enquanto mirava os brilhantes que ornavam minhas sandálias não se perderam no fundo do mar gelado e ainda dariam olhos novos a novas manifestações de amor de todos poderia ter na vida, em tantos eternos momentos que ela possui."

Escrito por JOSÉ DO ESPIRITO SANTO às 14h46
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