MINHAS CRÔNICAS - MEU SENTIR


24-8-16


O paráclito boto olímpico

Os que já estivemos na Amazônia conhecemos, de sobra, a estória e a lenda local. A magnitude da Amazônia é mais que olímpica. É universal. O conhecimento sobre o que ali ocorre é mínimo diante de tanto assunto. Quis, eu, uma vez, entrar num helicóptero , mas minha mente só tinha uma imagem. A do grande Rio. E , nem que seja rapidinho, mas rapidinho mesmo, ver os botos pularem à flor-d´agua, e me divertir com tamanha folia alegre. Não deu certo a viagem. Mas continuarei tentanto. Chamam atenção os dieveros nomes deste animal, meio peixe e meio gente, aliás esperto demais em safadezas. Seus nomes que o digam. Boto-cor-de-rosa, boto-vermelho, boto-rosa, boto-malhado, boto-branco, boto, costa-quadrada, cabeça-de-balde ou uiara são nomes comuns dados a 3 espécies de golfinhos fluviais do gênero Inia. Ele não gosta que o chamam de golfinho. Mas a contra-gosto cedeu seu nome pra uma modalidade na natação. Nas pistas, nem pensar, ali a história é "outra". No football coisaa que um boto não faz, de jeito nenhum,  é pisar na bola. Por uma razão simples. Não tem pés. Mas, mesmo não os tendo, sua fama de velocista é mundial.  Raio com ele é fichinha. Por tudo isto e mais alguma coisa, não sejamos cruéis, há que se lhe dar o direito de uma caminha rapidinha, de vez em quando, claro.

 

Recentemente, pela proximidade silábica e pela rapidez cos movimentos, tivemos algo semelhante no Rio Olímpico. Questionaram, os físicos, se um raio daquela flecha atirada pelo atleta tipo-boto, chegaria à Lua em poucos segundos. Uma coisa rapidinha, digamos.E a nossa mente começou a imaginar circunstâncias e histórias estranhas. Mas, coisas da noite carioca, acabou uma famosa vindo à tona. Coisa rapidinha, digamos. E a lenda do boto se transfere, à "moda-brasilis",  do Amazonas para o Rio Olímpico. E "ad aeternum teremos casos pra contar", rsrs. Nem que seja rapidinho, um cronista que se preze não poderia deixar passar em branco um registro deste !

 

Uma pesquisa mostra que a lenda do Boto-cor- de-rosa é o mais intrigante mito daquele povo amazônico ribeirinho da. Tornou-se "lenda", num gerúndio obrigatório. O que deve ser lido. Leitura obrigatória. Esta lenda tem sua origem no boto cor de rosa também chamado pelos indígenas de “uiara” ( uih, uih, para os íntimos) , um mamífero muito semelhante ao golfinho, que habita os rios da Amazônia. Atribuem-se-lhe dons de um paráclito, assim,  de um Espírito Divino, pois é o deus dos rios e protetor dos peixes.

 

Porém a história mais conhecida é que os botos do rio Amazonas fazem charme para as moças que vivem em vilas e cidades à beira-rio. Eles as namoram e, rapidinho, vão pra cama se deliciar sob o borbulhar das águas. Depois...haja botinhos na vila. Soltam-se fogos, cantam-se hinos, muito samba, e o boto dança, bebe, folgueia, e são super-sedutores. Na Amazonia, filho-de-boto é filho sem pai. São espertos, são peritos em salvar mocinhas soltas, não sem antes, assim, bem rapidinho, tirar proveito da “night”.

 

Eta Brasil folclórico, esse nosso. Merecemos medalhas de ouro...

Escrito por JOSÉ DO ESPIRITO SANTO às 11h30
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21-8-16


Velocidade olímpica na literatura

Nestes tempos de disputas em que imperam, nos jogos, a velocidade, a habilidade, a estratégia no competir, fiquei a imaginar como tais exigências imperariam na arte de escrever. Bom, já aque somos todos olímpicos, vou dar uma rapidinha. Só uma historieta, dos tempos gregos, de vem os jogos. Vi, nestes dias,  uma crítica a militares participando dos jogos. Então a ignorância pega. Os jogos vieram de um tempo dos gregos militarizados. E nas disputas bélicas, foi dada uma missão a um soldaddo ateniense - de nome estranho Fidipedes ( diz-se que tinha um chulé , de matar, rsrs) para que corresse 240 km apara buscar reforços na guerra contra os persas. E ele cumpriu a missão. E os gregos ganharam a batalha. Valeu a pena ter um pé fedorento, o Fidis.

 

Os jogos, com sua velocidade, me fizeram pensar se pode alguém escrever como se estivesse num corrida de revezamento. Será?? Imaginemos a senha de um narrador contanto a histórias de um grupo de gnomos, no fundo do quintal, carregado pedras para , em seguida, acondicioná-lças em um frágil vaso de vidro... E algum espectador observando os fatos.

 

 

Pela sucessão de cenas, conclui-se que não quem não quer ver as coisas, não as verá, pois a inteligência humana não se sujeita a grilhões. Ali impera a liberdade, não no sentido que é conhecida na parca limitação dos homens, mas a liberdade do universo imaginativo e criador. Há de se deslumbrar, o observador, muito radiante pelas descobertas. Noites e noites afora tudo aquilo passa a comandar dominou os sonhos. Há de se ver luzes projetando todas aquelas figuras, emoldurando-as, colocadas diante de um oceano imenso, o barulho das ondas, sentindo-se o respingo delas chocoalhar-lhes a salgada água da eternidade, tchaaaaaaaaa... tchaaaaaaaaaa e mais,  transformadas em monumentos, viu teses de doutorado escritas sobre elas, sentindo-se-lhes o eflúvio de emanações benfazejas.

 

 

 

Dorme-se feliz. Na manhã seguinte, explicações. Surge uma fada que, diante do relato, sorri feliz, diante da indagação sobre a cena dos carregadores de pedra. E ela explicou que aquela era uma reafirmação de sua sabedoria de bilênios, eles enchiam o vaso e depois, solenemente, o mestre maior perguntava se estava cheio, eles diziam que não, e que procurassem seixos menos volumosos para ocupar os espaços vazios, que supostamente preenchidos, dava ensejo a nova pergunta, algo mais a colocar, eles, geralmente os mais cansados e agitados dizendo sim e outros dizendo, não, ao que davam início ao preenchimento dos espaços restantes com areia, grão por grão, cada vez mais finos, até que entendiam de preencher os espaços restantes com água, que umedecia a areia, os seixos e as pedras, tudo sem que o vaso se quebrasse, pois se isto ocorresse, alguma tragédia poderia estar se aproximando e ninguém desejava enfrenta-la, danação eterna que os condenaria a séculos imobilizados nas raízes das árvores, tendo a obrigação de sustentá-las e protegê-las, fincados que estavam na terra, cada um com o trabalho de limpar diariamente os dutos por onde passavam a seiva de cada uma, e se não realizassem bem tal trabalho, eles seriam os primeiros a serem sacrificados. Então, qual a diferença de o evento e uma corrida de revezamento de 800 metros?

 

 

As pedras maiores simbolizariam os valores que mais perto tinham no seu coração a que deviam carinho, os pais, os filhos, a família, os amigos, as menores, os valores menos caros, como bens materiais, os grãos de areia, as frivolidades do dia-a-dia, eventualmente os arrastamentos de sucesso brilhante da embriaguez da juventude, tudo poderia ser acondicionado de forma a preencher os espaços da alma, de forma a trazer harmonia, sem quebra do delicado vaso de vidro, simbolizando este a fragilidade humana, sujeita a desacertos e a enganos, pois o que por vezes se imagina proporciona algo valioso, terá sido mero engodo, a mente terá sido enganada em sua capacidade de avaliação. 

 

 

Muitas vezes pessoas infelizes tentam escapar da infelicidade por motivos não legitimados por valores da compaixão e da humanidade, esquecendo-se que o que dá legitimidade à vida é exatamente a esperança, ou seja, não se pode acreditar por sofismas científicos.  Quem não quer ver as coisas, não as verá, pois a inteligência humana não se sujeita a grilhões, ali impera a liberdade, não no sentido que é conhecida na parca limitação dos homens, mas a liberdade do universo imaginativo e criador. Há de e ficar radiante pelas descobertas e pelos continuados conheciemntos ao longo da vida. Na noite seguinte tudo aquilo dominou seus sonhos, viu luzes projetando todas aquelas figuras, emoldurando-as, viu-as colocadas diante de um oceano imenso, ouviu o barulho das ondas, sentiu o respingo delas chocoalhar-lhes a salgada água da eternidade, tchaaaaaaaaa... tchaaaaaaaaaa e mais viu-as transformadas em monumentos, viu teses de doutorado escritas sobre elas, sentiu-lhes o eflúvio de emanações benfazejas.

 

 

 

Há de se dizer que há, como na corrida de revezamento, um espetáculo continuado. Imaginando o dia transcorrido, há , amanhã o retorno e daqui a muitos dias e anos e eles estarão trabalhando, se provando e nos ensinando, especialmente a paciência. Algum sábio dirá; "Os símbolos surgem em meio a esta necessidade, são elementos que compõem a farmácia para curar ou amenizar as mágoas e decepções do homem”. 

 

 

Escrito por JOSÉ DO ESPIRITO SANTO às 15h26
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19-8-16


O catador e o contador

E os jogos olímpicos estão em seu término. E, em termos literários, dentro da ótica dos escritos deste Espírito, a medalha de ouro vai para....quem??? Sim....acertou quem escolheu esta estória dos nadadores no Rio. Muito estranha. Sem graça alguma. Eu me prometera, sobre o fato e o tema, uma crônica...Sim, claro, diante do sucesso dos jogos, vai pro lixo aquela idéia de "vira-latismo", tamanha a cara-de-pau de gente de fora vir aqui "dar uma de migué", e querer nos desprestigiar às custas de histórias mal-contadas e de uma tremenda fanfarronisse como se fosse o dono do mundo. Uau...

 

 

Sim. O espírito de competição olimpica nos foi trazido pelos gregos, entre eles seus filósofos, que , com o raciocínio lógico, nos ajudam a diagnosticar o aque tem valor e o que  valor náo tem. Vou à historia de um contador e de um catador, homem de rua e na rua, mas digno em sua essência de homem. Não com aquele malsinado espirito  de "vira-lata" de querer passar alguém pra trás. Um contador de lero-leros com trapaceiro intuito de esconder mal-feitos. Resultado. Teve de voltar correndo, o contador de lorotas , pra casa. Medalha de ouro??? Em malandragem? 

 

 

Enãao vamos à narrativa de quem tem valor. Assim, aí está a história de um catador:

 

Aqui está um homem que chegou a este novo milênio. Um homem que não tem nome, nem endereço, mas se tem a si mesmo, especialmente, tem alma, a alma de um catador, que não fica a catar dor alguma, mas cata as latas no lixo da rua para sobreviver. Eu o chamo de o “homem-de-boné-vermelho-catador-de-latas”, que devido à sua atividade nas ruas, sob os efeitos do sol, sentia os efeitos diretos da insalubre atividade e que ficava sempre a refletir sobre os mistérios da vida para melhor se situar no mundo.

 

E diante de tanta reflexão, na tentativa de se situar em sua realidade, em termos de lugar, espaço, que daí  a pouco já era um não-espaço, um não-lugar, tudo muito transiente e transangular, que acabava por deixar mais confuso quem fosse entender. Já não era realidade. Seria o fantástico do momento ? De repente ele pareceu se sentir criador e, ao mesmo tempo, personagem de alguma “perfomance”, que ele não criara, mas que fora convocado por alguma força estranha e íntima a participar. Tudo o faz sem se dar conta de que, em seu sentido amplo, a arte reflete a imagem do homem contemporâneo.

 

Se o personagem esteve, no início do seu relato, realmente confuso, embora sempre confiasse na divina ordem do universo, que ele ordenou “motu próprio”, inteiramente confiante em seu mágico poder, ele acaba por se posicionar no seu experimento artístico final, propiciando fosse criado, para si e para os circunstantes, imaginários ou não, um ambiente de recepção ao conteúdo de sua atividade, o de catar as latas e, delas ouvir estórias, absurdas ou não, e assim compreender o contexto social em que se encontrava.

 

Para tudo, claro, ele precisa de um discurso argumentativo eficiente. Ele se integrou e se desintegrou. Os efeitos da aluminação conduzem ao conteúdo imagístico final, onde , no ambiente do seu quarto, se quarto era de uma casa que só o tinha a ele, o quarto, não era inteira, uma parte assim tomada pelo todo, que nem seu morador, já desintegrado seria o cenário de uma perfomance. Há um final surpreendente, como de resto todo o texto.  

 

Coisas de muita imaginação, incluindo os quadros de conteúdo pictórico, que tento transmitir com as palavras.   

 

Escrito por JOSÉ DO ESPIRITO SANTO às 08h55
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8-8-16


De repente, ele aparece...salve meu pokemon fadinha...

E não é que de repente eu encontro esta imagem de alegria !


Escrito por JOSÉ DO ESPIRITO SANTO às 18h46
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Os pokemons e a Ciência em tempos olímpicos

Hoje, em plena disputa olímpica, a pira ainda anda me pirando. É que surgiu um personagem novo na história, de nome estrangeiro, uma mistura de oriental e ocidental europeizado ou americanizado. Acabo de ler que os estrangeiros estão incomodados com o modo do "homo brasiliensis" de torcer. E de fato, um riso, um grito, ou uma tosse numa hora de concentração, acaba por colocar o o espetáculo a perder. E os recordes vão para o espaço. Coisa "sui generis" do modo de ser de nossa gente. REcordes olímpícos, por aqui, não haverá. Registremos tal fatídica constatação. Culpa de quem? Dos pokemons, os personagens ocultos do imaginário social. Afinal de contas, alguém tem que pagar o pato pelos "micos", inlcusive naquilo que somos os maiorais, o football.

 

Nestas circunstâncias me veio à mente uma noticia que li, há tempos, sobre ratos. Os cientistas andaram pesquisando (Califórnia e Harvard University) algo no meio animal e assim estavam ajustando contornos do "mus" (rato, em latim ) aos da medusa (artificial), para criar "músculos" em laboratório, à moda de imitação dos movimentos de águas-vivas. Criadas que foram células novas, tem-se nova arquitetura muscular que pode servir aos humanos. De se ver que há ratos e "ratos". Alguém imaginaria um sapo pulando obstáculos numa pista olímpica??? A imagem que se obtém é meio tan-tan. Em teoria, é só ter um enfarto de miocárdio, e já vai o cirurgião implantar a novidade. Uma água-viva no peito para o cara continuar vivo. A cabeça, a mil, como aquele bicho que aparece em sonho. Mil pés, tantas cabeças, cada uma devorando a outra, e vomitando grunhidos estranhos, em cenários de Spilberg, o olhar sem distinguir o quê do quê, coisa muito estranha, babando, estranha mesmo, uma mistura de cavalo-do-cão com aranha-caranguejeira, tudo num misto de homem baixinho, barbudo e bêbado, só um cotó de dedo, com tentáculos e cabeças de Obelix - com a cara cheia de cachaça - daquelas revistinhas dos franceses, muito engraçado, fazendo graça e um gogó-de-ouro. E a vida segue feliz. Os homens e a bicharada, como no tempo do Noé.

 

De uma coisa tenho certteza absoluta. Noé não colocou pokemons em sua arca. E como eles vieram agora ao mundo, dando uma de enxeridos, em pleno lazer olímpico??? Coisa de loucura pura. Melhor chamar o Erasmo de Rotherdam. Quando escreveu o seu Elogio da Loucura, ideia que teve numa viagem a cavalo que fazia da Itália à Inglaterra, em meio a muitos devaneios, ele dedicou o trabalho ao amigo Thomas Morus (autor de Utopia). Para se divertir, ele ousou uma brincadeira com o amigo, que era muito cara feio e pior, mal humorado, com tudo e todos. Deve ter sido difícil conviver com ele, cheio de utopias. Porém, Erasmo, saiu-se bem. À francesa. Evocou a filosofia grega que propunha : "Diante do infausto, que se adotasse o bom humor". Mais ou menos isso que nosso magistral Pondé faz no seu livro sobre ensaios de afeto contra um tal de mundo melhor ou o politicamente correto. Dizia o Erasmo que se deve rir da vida humana e tal brincadeira não é desprovida de sal e graça. Dentro desta teoria descrevi o novo bicho que me veio ao sonho. Embora algum leitor maldoso dirá que estou falando mal de alguém.

 

Coisa de louco...até pode ser se eu me pusesse a caçar pokemons e, em os encontrando, os dissecasse para descobrir, neles, as aparências de seres humanos. Os bichos, nesta história toda é que pagam o pato. Uma Sra Loucura ( antropomorfizada ) imaginada falando é complicado. Homero escreveu sobre ratos e rãs. Virgílio, sobre os mosquitos. Luciano, sobre o asno. Se tantos evocaram os bichos, salve os cientistas agora que evocam a medusa e os ratos. Ou eu, com minha humildade, que uma vez falei até de cavallinho de pau ou do meu  saudoso e tão simpático "chien", que cheguei a historiar em um belo conto, "O mistério das 3 Lebres". E olhe que nem francês eu sou mas aprendi, com eles, algo de literatura e de sutileza no sentir.

Escrito por JOSÉ DO ESPIRITO SANTO às 09h40
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5-8-16


A Pira e o Chão de Giz

Neste magno dia olímpico, peço socorro ao Nietzche. Estou estressado, só de ver as marcas de giz nas raias. Aquele chão de giz bem que podia ser algo mais romântico, penso eu. Será que pode??? Tentemos. Se não der vou a nocaute. O fato é que a tal de pira me deixou mesmo pirado. Tô indo embora, eu me digo. No mais, não tô normal. E em minhas divagações, quero viajara para a Paraíba. Um bom lugar pra gente fugir deste estresse de corrida, fogo olímpico, VLT, Barra, Remo, Lagoa, turistas à minha volta. Um punhado de gente em torno da pira, todo mundo pirado no ambiente de extrema competição.  Competições me estressam. Ninguém tem que competir nada. É muito devaneio tolo a me torturar. Cada um é cada um no seu lugar que lhe é devido. Ninguém precisa de ganhar medalha de ouro pra isso.

 

Aí me perguntam. Porque tanto estresse? E por que ir para a Paraiba. Digo por que. A história daquela terra é das mais curiosas. Nasceu da competição entre tribos indígenas, arco e flecha, bazucas, balas de canhão, chicotes , estes atribuíveis aos Portugueses e Franceses, grãos vizires, que queriam se enricar nas mais belas praias do Nordeste, numa terra, quente pra dedéu, que foi colocada sob o manto de Nossa Senhoras das Neves, sem lá ter neve, a menos que alguém tenha confundido as areias brancas a algum espetáculo cênico do Ártico. E mais, foi lá que Saint-Exupèry escolheu para pousar com seu pequeno aeroplano, quando atravessou o Atlântico, depois de voar sobre o Saara, e talvez, com tanta beleza, tenha tido inspirações tantas pra um pequeno príncipe. E hoje, 5 de Agosto, é o dia da Paraíba. São estas as minhas elocubrações de um “chão de giz”.

 

E não é que o José Ramalho nasceu lá???!!! Ah, não..verdade ??? Sim, num lugar que se chama Brejo da Cruz. Largue de lado a competição, convido-lhes, e curta a beleza desta poesia, ao som do violão. Conferir no http://www.kboing.com.br/ze-ramalho/1-1067165// Eu desço dessa solidão...  Espalho coisas sobre um chão de giz...  Há meros devaneios tolos a me torturar...  Fotografias recortadas em jornais de folhas...  Amiúde!...  Eu vou te jogar num pano de guardar confetes...  Eu vou te jogar num pano de guardar confetes...   Disparo balas de canhão...  É inútil, pois existe um grão-vizir...  Há tantas violetas velhas sem um colibri...  Queria usar, quem sabe...  Uma camisa de força...  Ou de Vênus...uauuuu...  Mas não vou gozar de nós...  Apenas um cigarro...  Nem vou lhe beijar...  Gastando assim o meu batom...   Agora pego...  Um caminhão na lona...  Vou a nocaute outra vez...  Pra sempre fui acorrentada...  No seu calcanhar...  Meus vinte anos de boy That's over, baby!...  Freud explica...   Não vou me sujar Fumando apenas um cigarro...  Nem vou lhe beijar...  Gastando assim o meu batom...  Quanto ao pano dos confetes....  Já passou meu carnaval...  E isso explica porque o sexo...  É assunto popular...   No mais... estou indo embora! No mais... estou indo embora! No mais... estou indo embora! No mais! Fui...fui....

Escrito por JOSÉ DO ESPIRITO SANTO às 16h57
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2-8-16


Eu pirado e a pétala de ikebana

Nestes tempos olímpicos, a pira tá me deixando um tanto pirado. Há polêmica pra todos os gostos. Até com a bengala do Pelé, que corre o risco de não correr com a pira. E ainda inventaram que um nadador vai carregá-la, nadando, no aguaceiro sujo da baia de Guanabara. E os mais engrqaçadinhos andam dizendo que o Cristo Redendor tá meio bravo com aquele pedaço de fogo do inferno lhe esquentamdo o subaco, pois a estariam levando ao Corcovado. Não sei pra quê!!! Quanto ao Pélé, não é haja em cima dele uma PEC da Bengala, rsrs. É que tão grnde atleta teria sido desconvidado para o evento maior da inauguraçao. Então, tô mesmo meio pirado. Assim, com a mente assim um tanto turva, devido a tanta bagunça com a tal da pira, fiquei eu pirado. Mente turva, como se me encontrasse diante de um teste de Rochard..Então, prefiro falar sobre um tema gostoso. Uma pétala de ikebana...e que coisa bacana...

 

Que ninguém me acuse de ser um "nefelibata" ( o que vive nas nuvens). Nada a ver com as dantescas cenas da mortandade de Aurora. Ou com o julgamento do mensalão. Estamos, no mundo, como sempre estivemos, desde Caim, no tempo de diagnósticos psiquiátricos. Alguns com amnésias, outros com "nemésias" ( nome de flores ). Fico com estas, diante das manchas de tinha do teste de Rochard, estruturados em 1921. E a coisa está tão confusa. Quem diria que cem anos depois estaríamos recorrendo a borras de tinta para entender a bagunça em que o mundo se meteu. Porém, nem tudo está perdido. Ainda há quem se encante com um arranjo floral, mesmo em lhe dando um beliscão ( só de lembranças!!). Imagine-se alguém se postando diante de um deles e arrancar-lhe uma pétala de ikebana. Somente um forte sentimento permitiria uma tamanha “transgressão”, tendo como “vítima”, um arranjo onde tudo mostra o equilíbrio libriano da conjugação céu, terra e humanidade, onde há um entrosamento em cores, linhas de projeção, pés fincados na terra e o produto final da natureza, preparado pelas mãos do homem.

 

O estudo das flores mostra que presentear com um arranjo estilo Ikebana é demonstrar o amor que enobrece o elo entre duas pessoas. Elaborado delicadamente com rosas vermelhas importadas e lisianthus, pode ter a versão de se constituir com uma orquídea catyleia, valquiriana mesmo, de flor amarelada carnuda, textura lembrando as madeixas gostosas de cabelos caindo nos ombros, destacando a mandala de buritis, vime, folheada a ouro amazônico, envolto na embira e num vaso de cerâmica. Ikebana é uma aliança, não de ouro, porém muito mais que isso. É uma aliança de sentimentos e extrema admiração perceptiva.

 

Quando se trata de consciência, há de se dizer da noção da retomada do contato com a sensorialidade que se vive no interior. Talvez imaginar uma estética transcendental se confundindo com a analítica transcendental. Algo divino do Espírito, o digamos, que põe o mundo e nele lança o homem, em toda a plenitude de sentidos. Coisas do olho e do espirito.

 

Nada de ficar com a análise de Kant de espaço único. É um espaço de conjugação. E neste sentido, uma pétala de um ramo do ikebana é ele inteiro e serve de referência da mais sublime homenagem . É que se fosse um mero espaço único do filófoso nele não haveria campo para pensar a plenitude da objetividade.

 

Existe, talvez, no caso, a conjugação dos fatos, incidindo sobre o tema da "transgressão". Poder-se-ia dizer, no caso, das borras de tinta, indefiníveis, se identificassem “fantasmas” surgindo, seja na experiência sensorial seja em cada consciência, e contra eles. Uma guerra se abriria no sentido de se impor sejam anulados ou, no mínimo, reduzidos. Seria algo como eliminar os grafites dos muros e paredes das cidades.

 

Porém, a pétala arrancada resiste e reina soberana na significação do registro. Vale por si, em um horizonte de facticidade. E haja testes de Rochard para um diagnóstico.

Escrito por JOSÉ DO ESPIRITO SANTO às 20h39
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22-7-16


A crônica do Cruz Credo

Escrevi, há dias, sobre os efeitos de um pozinho branco, que nada mais era que farinha de trigo aterrorizante de u´a minha ida aum mercado de compras. Que desespero !!!, como podem ver da narrativa. E não é que, hoje, abro um livro de Dennis Lehane, Ed Cia das Letras, sobre o Sagrado e, de cara, eu topo com a famosa frase de Marx dizendo que a religião é o ópio do povo ? E veja que é só ligar a TV e ver noticias de teroristas religiosos!!! ufa!!! E eu me disse o que uma vez ouvi de um Professor: “ É preciso que a gente se especialize em alguma coisa”. Nem que seja conversar abobrinhas!!! Rsrs

 

Tudo bem. Então, assim, sem ter o que fazer, abri uma gaveta qualquer de um os meus móveis, assim, repito, sem procurar nada mas procurando alguma coisa e acabei achando  coisas curiosas. E ainda tive tempo de listar, veja:

 

1. Um tercinho – simboliza a igreja na qual rezavam os navegantes de El Rei de Portugal que, para nosso azar, registrou como seu, em cartório, o nosso país, legando-nos uma fé cuja essência é a culpa; 2. ... de falsas pérolas – quais pérolas nos são verdadeiras, senão apenas os dentes alvos da mulher amada e cantada em irrealizáveis versos d’alma? 3. ... e com uma medalhinha do Santo Espírito (de alumínio, mas imitando ouro) – simboliza a completa identificação do dono: um Espírito que é de ouro nos recônditos desejos, mas que se mimetiza no alumínio para dar curso à vida; 4. um elo, de 7 cm, de corrente, aberto, embora de ferro – não há margens para dúvidas: é a ruptura dos conceitos a nós impostos lá atrás, pela inefável força da vivência; 5. uma pedrinha de cristal de rocha, bastante chuvicasda, e com ponta em formato hexagonal – será o símbolo de Minas Gerais, seu chão? 6. um cadeado velho, enferrujado, que não tranca mais nada e sem chave – como a indicar que, frente à cultura e à audácia de viver, todos os cadeados já nos serão velhos, enferrujados e sem serventia; 7. uma estrela de oficial militar no inicio de carreira – uma singela elegia a alguns bons conceitos – até hoje presentes – que nos vieram da caserna; 8. uma pequena lâmpada de pisca-alerta, queimada – pois que agora, após algumas emoções já vividas, mais nos importa fazer algo do que sinalizar isto, adrede, aos outros; 9. um prendedor de roupas – que materializa a eterna aspiração do macho por uma companheira; 10. um canivete de propaganda de uma loja fornecedora de navios, de Santos-SP – não vejo o canivete, mas o mar, que é símbolo-mãe das fantasias; 11. e por último, uma tomada de energia, marca Lorenzzetti, ainda nova e toda pronta para uso – querendo significar a disponibilidade para se conectar a uma rede de alta tensão?

 

Então, em face deste "achado" preciosíssimo ( que vale uma crônica), eu me disse, como um grande descobridor de algo muito importante: "Mal sendo um advogado, poderia eu ser bom psicólogo?"É claro que não...prefiro ser um bom humorista, mesmo que rir não faça...e que eu ache graça de mim mesmo!!! Se pela Psicólogia me aventurasse, talvez me dedicasse à construção psicologica dos personagens!!!

 

Bom. Discutir religião? Nem pensar. Mas eu fico intrigado com o tal de Marx, e abjurar sua existência. Por que discutir algo religioso se o religioso nos persegue a todo momento e a toda hora. Então eui me persigno e digo : “Cruz Credo”.

Escrito por JOSÉ DO ESPIRITO SANTO às 18h33
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19-7-16


A gôndola dos farináceos

Meu registro fático, hoje, é muito peculiar. Todos nós, em nossos comportamentos sociais, temos os nossos “in group”, com o qual nos assemelhamos. E nos sentimos confortáveis. Por exemplo, tenho um conhecido que se sente plenamente no seu “in group” quando pega no cachimbo, em sua casa, e começa a preparar o fumo para fumar. É uma baita felicidade. Pra mim, um nojo, aquela catinga horrososa. Saio de perto tossindo e engasgado. Não me identifico, de forma alguma com tal “in group” ( o dos fumadores de cachimbo). E na vida, aos poucos, a gente vai descobrindo os lugares onde a genté é "in" ou "out".

 

Hoje fui encarregado de fazer comprar em um grande supermercado. Um dos itens era a 1kg de farinha de trigo. E quem diz que eu achava tal produto? As gôndolas dos farináceos, as percorri, uma por uma, item por item. E não achava aquele pozinho desgraçado que sabia que era branquinho. Me desesperei. Quase dei uma de Paulo Coelho, quando se sentou à beira de um riacho, na Espanha, ( sei lá o nome”!!!) e chorou. Se aquilo deu até livro para o Paulo, por que uma gôndola não daria uma crônica para um desesperado?? de um pozinho branco? Cadê meu Rio Pietra para eu chorar???. E este meu choro por não achar um pacote de farinha de trigo tá dando uma crônica. Beleza. Aí sim, estou feliz. Estou no meu " in group"...Escrevendo, eu me encontro comigo mesmo no meu "in group".

 

Definitivamente, eu me excluo dos homens que tem que fazer compras em um supermercado. Sou mesmo "out" nesse trem de localizar, procurar, comprar, e tomando propaganda na cuca a cada segundo. Que pressão danada. Credo. Um desespero aquela confusão. Em resumo. Todos nós pertencemos a “in groups”. Porém, acabo de descobrir que também podemos tirar vantagem disto quando tomamos consciência do fato. Se me agrada. Eu fico. Se não me agrada tento cair fora, pois a gente , em um “in group” errado acba perdendo o controle e fica sem condições de rapidamente eliminar a fissura. Aí é o fim da picada. Dá sim, vontade de sentar no chão e choar que nem um bebê...

 

Repito. Eu sou fissurado, ou melhor, detesto, nesta tarefa horrorosa de ir comprar algo em supermercado,rsrs. E esta agora perdura por dias, pois fico imaginando o dia que tem que voltar o eles mudaram as gôdolas de lugar. que diabo !!! E pior, sob o ponto de vista do imaginário social isto pode ser um desastre, pois o que mais temos hoje são mensagens subliminares. Você nem entra no estabelcimenteo é já tem uma mensagem te sugerindo isto ou aquilo. E nem sempre o apelo ético sai vencedor nesta parada de milhares de pegadinhas. Então me inclua fora disto....

Escrito por JOSÉ DO ESPIRITO SANTO às 12h10
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17-7-16


O "golpe" turco e o joão-de-barro

Cronistas sempre chegam atrasados. Os fatos acontecem e vem eles relatar o que viram, suas observações do cotidiano, sem preocupações com exercícios de futurologia, pois Profetas não são. E , por outro lado, como acontecem no mundo, tantas coisas estranhas, a toda hora, minuto e segundo, o cronista, fiel amigo do tempo ( cronos), se vê obrigado, por missão, a relatá-las. Para ser fiel. É esta, portanto, uma atividade quase sacerdotal. Religiosa mesmo. Cometo um "pecado morta"l contra mim mesmo se me vem uma inspiração e não a relato aos circunstantes.

 

Veja o que aconteceu na Turquia. Sempre, desde criança, ouvi falar neste lugar. E nunca desejei estar lá. Muito menos agora. Me contento com o que leio e do me contou um conhecido colega que lá esteve há uns dez anos, me contando sobre o mercado turco. Tem uma região lá que se chama Bósforo. Acho esta uma palavra horrível. A primeira sílaba, pra mim, já é, si mesma, escatológica. Nem vou dizer o que isto significa, pois o leitor vai logo, de cara, fechar o texto e não mais querer ler. E eu preciso escrever, senão ele não terá o que ler e o de que rir. Gosto de fazer rir. Confesso que a leitura do Esrasmo de Rotherdam me deixou assim.

 

Então, de repente, eu me vi, ontem,  envolto naquela confusão do Bósforo. Um golpe turco? Mas a bandeira vermelha não tem os ícones de uma semi-lua e uma foice? Começo dizendo que este instrumento não é para ceifar o trigo. É para cortar cabeças. E fiquei sem entender, pois a língua turca é a que acho mais complexa no mundo. É tanto k pra lá e k pra cá, a começar pelo nome da Capital, pelo mistério das mesquitas, pelas paredes com ornatos de ouro, pelas vestes talares de uns e pelos ternos, Versatti ou Ive-Saint-Laurain, ou pelas gravatas Chamberlain ou Dudalina que os Executivos de grandes empresas usam, no vai-e-vem dos negócios mirabolantes e ultra dolarizados que acabaram de rolar nos finíssimos escritórios das maiores grandes empresas do mundo. Negociar ali é sucesso e grana garantida. É uma sociedade de capitais. Por isso os paises que dominam os mercados elegem Ankara, junto com suas correspomdemtes e, Singapura, Pequim, Toquio, Berlim , Paris e Londres como rota necessaria para garaqntir o din-din, contadim, contadim. Existir Ankara já é um golpe, mas de sorte.

 

Assim, todo mundo ri à toa, pois rico gosta de rir. Ter din-din fazer cócegas demais. A gente ri o tempo inteiro.E vejo aquele povo rindo, mesmo os que usam aqueles panos brancos cobrindo todo o corpo, de chinelos de couro de camelo, costurados com linhas de ouro. De repente, um !”golpe” à vista. O viajante tem a impressão que está nas terras da cubana Sierra-Maestra ou do nosso Caparaó, este da guerrilha de mentirinha. E teme por si, lembrando do que de “mais pior de ruim” ( é de propósito este erro gramatical ) pode existir – o não ter papel higiênico para limpar a bunda, eis que o caos econômico não propicia o que há de mais simples. Ainda bem que os brasileiros mais críticos, aos risos de gozação, ensaiam o “jingle bells” , acabou papéus...não faz mal, não faz maus, pode ser jornaus...rsrsrs.

 

O que é isso??? Coisa de Republiqueta latino americana??? E não é que é verdade??? Culpa do petróleo, rsrs. Ainda bem que o Apóstolo Mateus já alertava: “ não deis aos cães o que é sagrado nem atire vossas pérolas aos porcos”. Nem vou dizer o porque disso, de tão abatido que fico com coisas estranhas assim acontecendo. Saio à rua para fiscalizar a obra – sua casa - que os joões-de-barro fizeram na árvore de sibipuruna que tem em frente ao meu prédio- um engenheiro entendido em botânica diz que tem 500 anos. Acreditei. Um espetáculo da engenharia ornitológica que eu posso admirar para esquecer os Bósforos da vida. E cheguei justo no momento em que eles, em corro, entoavam seus vivas á vida e à existência alegre de cantar.

Escrito por JOSÉ DO ESPIRITO SANTO às 15h09
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